Simplicidade é o caminho para Deus

simplicidade

Diferentemente dos religiosos de sua época, Jesus apresentou o Deus acessível e simples, que pode ser encontrado e adorado fora dos lugares e dias especiais.

Deus não depende de pontes, rituais, sacerdotes, instituições, métodos, shows, pirotecnia, fumaça, portais, templos, luzes, palavras mágicas ou intermediadores para se acomodar no coração dos pequeninos e também daqueles que se sabem menos dignos.

Sim! A grande notícia anunciada em e por Jesus é que Deus construiu uma casa entre nós. É encontrável! E Jesus vai além em sua pregação e ensino: pela primeira vez, Deus é chamado de “paizinho”, demonstrando, assim, o grau de relacionamento possível com Ele.

Olhar para Deus como uma entidade distante e inacessível em vez de percebê-lo como um pai atencioso, amigo, presente e amoroso faz toda a diferença no tipo de relação que se constrói a partir daí.

O grande problema é que os atravessadores da fé até hoje fazem muita propaganda e se apresentam como “despachantes do divino” com credencial exclusiva.

O povo, que já não enxerga um palmo à frente, os segue como que se os seguindo estivesse seguindo o próprio Deus.

Eis aí o óbvio motivo do porque as religiões costumam gerar os seres mais alucinados e desconectados das realidades: são seguidores de todas as loucuras humanas, dos egos megalomaníacos dos líderes, da esquizofrenia de tentar se fazer caminho para Deus ao invés de apenas e simplesmente anunciá-lo. Sem curvas, sem desvios e sem letreiros luminosos.

É tudo engano! São cegos guiando outros cegos para a beira do precipício.

Jesus ensina que não existe fórmula mágica, lugar “santo” ou ritual para falar com Deus. É preciso apenas um coração sincero e vontade de aprender.

A gente sabe de tudo isso, mas nossa prática está longe de ser tão simples assim. Somos viciados em rituais, metodologias, altares de pedra, símbolos mágicos e sacrifícios.

Ainda temos medo de olhar o divino de frente sem apresentar uma oferenda, uma galinha ou até dinheiro. Ainda olhamos para Deus e o cultuamos como se ele precisasse dos nossos cânticos e orações para não ficar irado, se saber e se fazer Deus.

Não estou dizendo que cantar, orar e fazer isto ao lado de outros irmãos seja ruim ou desnecessário, muito pelo contrário! Os encontros comunitários, com gente sadia, do bem, são espaços de amadurecimento e crescimento pessoal, mas eu afirmo que um relacionamento saudável com Deus não depende exclusivamente dessas coisas para existir.

Tudo começa na simplicidade. Sem “neuras” e sem ensaios. E o Deus de toda a Paz vai realizando seu trabalho em nós dia a após dia. Limpando o que estiver sujo, curando o que realmente precisar de cura e nos libertando de todos os poderes da morte.

Tudo isso sem ritual agendado e sem magos ou sacerdotes. Sem campanhas, sem encenação, sem “atos proféticos”, sem sacrificar animais ou bens. É simples assim. Quem ensinar ou pensar diferente ainda não conheceu Deus de verdade.

 

O Deus que É te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Bacharel em Teologia pelo UniBennett (Rio), Pablo Massolar é o editor e autor do Ovelha Magra. MBA em Gestão de Marketing, autor de livros e palestrante. Casado com Elaine, a menina mais linda do mundo, e o orgulhoso pai de Ana Clara e Sarah.